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Publicado em 11/01/2018 às 11:27h - Atualizado em 11/01/2018 às 11:27h Por: Talita

Temer comemora inflação abaixo da meta e fala em manter queda de juros


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Da Redação

O presidente Michel Temer convocou uma reunião com os ministros da área econômica para comemorar o índice de inflação de 2,95% calculado em 2017 e afirmou que sua equipe deve trabalhar para manter a trajetória da queda de juros no país. "Ancorados naquilo que fizemos no passado, temos que continuar a trabalhar para manter a inflação baixa, para reduzir os juros tal como vêm sendo reduzidos e, consequentemente, para gerar empregos, para que o brasileiro possa comer melhor, viver melhor e morar melhor", disse o presidente, na abertura do encontro.

Temer disse considerar "extraordinário" o fato de a inflação ter fechado o ano passado abaixo do piso da meta estipulada pelo Banco Central —que era de 4,5% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. "É algo que pelo menos desde 1999 não ocorria. Acho que isso merece uma comemoração", disse. Segundo o presidente, o índice baixo de variação de preços vai estimular o consumo, a produção e a geração de empregos no país. "A luta contra o desemprego encontra o seu fundamento básico no aumento do consumo, no aumento da produção e, fundamentalmente, na redução da inflação e na redução dos juros", disse.

O desemprego é considerado o principal desafio do governo Temer e sua equipe econômica nos primeiros meses de 2018. O último índice divulgado pelo IBGE registrava 12,6 milhões de pessoas desocupadas no país em novembro. "A inflação baixa vai significar mais empregos, mais comida na mesa, mais rendimento na poupança. [...] Esta é a vantagem da inflação baixa, que naturalmente faz produzir mais consumo e, naturalmente, mais produção de emprego", afirmou o presidente.

Temer convocou a reunião apenas para reforçar o que considera uma agenda positiva para seu governo. Participaram do encontro os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Ilan Goldfajn (Banco Central), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Carlos Marun (Secretaria de Governo), além de Gustavo Rocha, que responde pela Casa Civil nas férias de Eliseu Padilha. "Convenhamos, uma inflação de 2,95%, abaixo do piso, é coisa que há muitíssimos anos não se vê. Por isso eu quis reuni-los aqui para agradecer em nome do nosso governo", declarou.

JUSTIFICATIVA

Temer não comentou a necessidade de que o Banco Central envie uma carta ao ministro da Fazenda para explicar por que a inflação ficou fora das bandas estipuladas como meta. O descumprimento já era esperado pelo mercado. "Parte do regime de metas para a inflação no Brasil, a carta aberta é um instrumento pelo qual o Banco Central presta contas à sociedade sobre o cumprimento das metas fixadas pelo CMN [Conselho Monetário Nacional]", afirmou o Banco Central, em nota. É a primeira vez que ocorre tal situação desde que foi criado o sistema de metas de inflação, em 1999.

Na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) publicada, publicada em 12 de dezembro do ano passado, o BC culpou os alimentos pelo desvio da meta. O resultado acumulado do ano foi o mais baixo desde 1998. Foi também a primeira vez desde 1999 que a inflação no ano ficou abaixo do piso da meta do governo, de 3%. Entre os efeitos econômicos da inflação baixa, estão maior poder de compra da população e possibilidade de redução da taxa de juros.

Fonte: Bem Paraná






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