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Publicado em 15/05/2019 às 08:49h - Atualizado em 15/05/2019 às 08:49h Por: Redação-Maringa

Irmã Dulce será proclamada santa


Canonização, será marcada, e deve acontecer em Roma. A religiosa passará a ser chamada Santa Dulce dos Pobres
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*Foto: Divulgação

A religiosa baiana Maria Rita Lopes Pontes, a Irmã Dulce, teve o seu segundo milagre reconhecido pelo Vaticano e deverá ser canonizada pelo papa Francisco como a primeira mulher brasileira declarada santa.

Nascida em 1914 em Salvador, Irmã Dulce, que ficou conhecida como "anjo bom da Bahia", teve uma trajetória de fé e obstinação na qual enfrentou as rígidas regras de enclausuramento da Igreja Católica para prestar assistência a comunidades pobres de Salvador, trabalho que realizou até a morte, em 1992.

A canonização foi a terceira mais rápida da história a partir da data da morte: 27 anos, contra 19 anos no caso de Madre Teresa e 9 anos no de João Paulo 2º.

O milagre reconhecido pelo Vaticano foi a cura instantânea da cegueira de um homem de cerca de 50 anos. O paciente, que ainda não teve o nome divulgado, conviveu com a cegueira durante 14 anos e voltou a enxergar de forma permanente desde 2014. A cura teria acontecido em um dia em que esse paciente estava com uma conjuntivite e com dores agudas nos olhos e clamou por Irmã Dulce por uma solução. No dia seguinte, ele teria voltado a enxergar.

Antes de ser encaminhado para Roma, o caso foi analisado por oftalmologistas de Salvador e São Paulo, que examinaram pessoalmente o paciente e não encontraram explicação para a cura.

O milagre foi avaliado por uma comissão de médicos em Roma, que também não encontraram explicação científica para o acontecimento. Na sequência, o caso foi analisado por uma comissão de teólogos e depois por uma comissão de cardeais.

A partir daí, será marcada a canonização, que deve acontecer em Roma, quando a religiosa passará a ser chamada Santa Dulce dos Pobres.

O título deverá dar novo fôlego no culto a Irmã Dulce, que já era tratada como santa por grande parte dos baianos e atrai romeiros de todo o Brasil ao seu santuário no largo de Roma, em Salvador.

Filha de um dentista e de uma dona de casa, Irmã Dulce iniciou sua trajetória de assistência aos mais pobres ainda na infância, quando visitava comunidades carentes. Concluiu os estudos aos 18 anos, quando se tornou professora, mas optou pela vida religiosa. Ao se tornar freira, cerca de um ano depois, escolheu o nome em homenagem a sua mãe, que morreu quando ela tinha sete anos.

Desde sua morte, em 1992, é comum encontrar entre baianos medalhinhas e quadros com o rosto da religiosa.

Fonte: Bem Paraná






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