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Publicado em 09/02/2018 às 00:02h - Atualizado em 08/02/2018 às 23:02h Por: Editores

Parcelamento a juro zero nos cartões de crédito pode acabar


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*Redação


O tradicional parcelamento “sem juros” nas compras com cartão de crédito pode deixar de ser uma opção para os consumidores. Isso porque a Associação Brasileira das Empresas de Cartões (Abecs) apresentou ao Banco Central uma proposta para substituir essa modalidade de compra, adotada em mais da metade dos pagamentos feitos com o plástico.

O objetivo é criar uma alternativa que distribua melhor os custos da inadimplência com outros participantes do mercado, como bancos e os próprios lojistas. Hoje, as lojas aceitam que o consumidor parcele a compra no cartão de crédito e recebem das administradoras, que ×cam com o risco de inadimplência, ou seja, do consumidor não pagar a fatura 30 dias depois.

A proposta, ainda em discussão, era trocar esse financiamento por um empréstimo com juros, que seria concedido no momento da venda, diretamente na maquininha do cartão. As vendas “sem juros” são cobertas pelas taxas elevadas que os bancos cobram de quem financia seus gastos no cartão de crédito. Essas linhas estão entre as mais caras no panorama dos juros brasileiros.

Na prática, o consumidor faria as compras com base em um limite concedido pelo banco, que poderia ser utilizado em qualquer loja. A instituição financeira, segundo informações publicadas pelo Valor Econômico, teria cinco dias para transferir o valor às lojas e assumiria o risco do não pagamento. Dessa forma, a opção de número de parcelas não caberia mais ao empresário que vende o produto, mas, sim, aos bancos, que colocariam limites nos pagamentos.

Sendo assim, as operadoras de cartão teriam um custo menor em caso de inadimplência do consumidor. Hoje, de acordo com as operadoras, o parcelamento “sem juros” é uma opção disponível principalmente nas grandes redes de varejo. No entanto, as administradoras de cartões de crédito, inclusive os bancos, já trabalham para ajustar os seus sistemas ao novo padrão de parcelamento.

 Nele, as taxas de juros seriam mais baixas e o lojista receberia o dinheiro da venda de uma só vez, em até cinco dias após a operação. No parcelamento sem juros, o lojista recebe a primeira parcela só depois de cerca de 30 dias. Ainda não há um modelo sobre como a nova modalidade de crédito funcionaria, mas o objetivo.



A população não esconde que não se sente segura sobre as taxas de cartões de crédito. “Todo mês que vêm cobranças ou extratos o consumidor fica na dúvida se foram aqueles os valores realmente combinados e existem casos de constatação de erros. Todo mundo usa os cartões, mas sabendo que pode estar sujeito a descontos indevidos. A modalidade do cartão de crédito é uma forma de moeda muito interessante para ser utilizada, mas o grande vilão são as taxas de juros atribuídas ao não pagamento no momento exato. É uma das mais elevadas, senão a maior, taxa existente no mercado”, diz Weimar Freire da Rocha Júnior, professor do curso de Ciências

Segundo ele, hoje já se cobra uma taxa elevada e não acredita que irão baixar para fazer essa modalidade de venda. “Com a extinção do parcelamento sem juros, iria mudar a modalidade, mas não a redução dos juros”, reforça. O professor argumenta que qualquer forma de redução das taxas de juros, que elevadas, acabam sendo interessantes para o consumidor. Mas alerta que é preciso olhar essas oportunidades com cuidado, porque pode haver armadilhas que acabam enganando e lesando. 






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