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Publicado em 10/05/2018 às 00:34h - Atualizado em 09/05/2018 às 20:34h Por: Editores

EXCLUSIVO- Licitação para nova concessão Parque de Exposições em debate


Aos 71 anos, Maringá quer que o Parque de Exposições volte a atender os interesses da população
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*Redação
Com editores


Maringá não é sede da maior cooperativa agropecuária do Paraná mas nem por isso perde seu status em estar localizada em uma região eminentemente agrícola. Aqui também está a sede da Sociedade Rural, responsável pela realização da Expoingá há ...anos que nem ao menos sensibilizou em construir o símbolo de todas as grandes feiras do gênero do Brasil: as Casa do Agricultor e evita divulgar os rendimentos financeiros que alcança anualmente, mesmo ocupando espaço público para a Prefeitura através de concessão.

Sem intenção em desmerecer o atual nome do Parque de Exposições, o Parque que já homenageou um presidente da ditadura militar, Emílio G. Médici e atualmente presta homenagem póstuma a um dos mais célebres empresários da cidade, Francisco Feio Ribeiro Filho, há informações de um movimento para homenagear também postumamente Ermelino Bolfer e mais recentemente o criador Joaquim Fontes, cujo nome foi eternizado na arena coberta do Parque.

Há várias questões que precisam se tornar mais transparentes. O cidadão mais consciente sabe que a Expoingá não é realizada exclusivamente no calendário oficial de aniversário da cidade, nem tampouco faz parte do calendário das exposições. Até onde se sabe, a receita é realizada pelos leilões, hoje mais escassos, pela venda dos espaços, garantidos por parceiros que garantem uma receita base para sua realização. E claro, com a doação da Prefeitura.

 

Em gestões de administrações passadas, como a do prefeito Roberto Pupin chegou a ser cogitado que o local seria o local ideal para se executar um projeto de centro de eventos, com estrutura hoteleira e tudo mais. Mas não houve o envolvimento de outras “forças” que atuam na cidade. O envolvimento seria de todos que não estão envolvidos em interesses pessoaisem manter a concessão: ACIM, Codem, RMM, vereadores, clubes de serviços e até o governo do Estado, hoje talvez com pouco intere4sse da atual governadora se envolver em atritos domésticos.

Em outubro de 2014 foram alterados itens como prazo de concessão, de 20 para 30 anos, e os percentuais da proposta comercial, que passaram de 70% técnica e 30% preço para 60% técnica e 40% preço. O processo prevê uma outorga de no mínimo R$ 10 milhões para a reforma dos pavilhões azul e branco, com climatização, espaço para abrigar 2 mil pessoas sentadas e a construção da arena multiuso. Tudo no esquecimento!

Está na hora de repensar. O Parque de Exposições é uma área pública doada ao município pela Companhia Melhoramentos. Em dezembro de 2013, venceu o prazo de concessão do direito real de uso à Sociedade Rural de Maringá, sendo prorrogada até dezembro de 2014. 

Expoingá 2018 poderá superar
R$ 0,5 bilhão em faturamento

Basta fazer comparativos com anos anteriores para notar que alguma projeção está errada. Talvez na ânsia de expressar otimismo, os balanços apresentados em feiras agropecuárias em Maringá de 2017, 2016, que são rotulados como “prospectados”, ou seja, sem documento fiscal que garanta a projeção financeira,  chegam a empatar e até mesmo superar as projeções da ExpoLondrina, por  exemplo.

Em 2017, em matéria veiculada em diversos órgãos de imprensa, inclusive aqui pela Revista Conexão Paraná (RCP) O balanço apresentado pela Sociedade Rural de Maringá (SRM) mostrou que o volume de negócios gerados e prospectados durante a Expoingá 2017 atingiu R$ 455,421 milhões e o público chegou a 591.950 visitantes. Diferença mínima das projeções da ExoLondrina de 2017, que alcançou R$ 684 milhões, um aumento de 20% em relação a 2017. E um número de visitantes de 557.372 – ano passado foram 556 mil. 

 
Nas divulgações oficiais de 2017,a  Expoingá, que aconteceu entre 4 a 14 de maio, afirma que bateu recorde de público e comercialização. Em comparação à edição de 2016, o volume de negócios cresceu 45% e o número de visitantes 25%. Os números atingidos também ultrapassaram a expectativa dos organizadores antes da feira, que era de 500 mil visitantes e 400 milhões de reais em negócios, “chegando a superar os últimos 10 anos da realização, quando 573 mil pessoas passaram pelo parque de exposições.

Há indícios de descontentamento setorial entre alguns produtores rurais e criadores com o processo de elitização que os promotores da Expoingá vem implantando para beneficiar e privilegiar uma casta de associado. Como o tal “estacionamento vip”, destinado para uma categoria de público que não quer sofrer as dificuldades de estacionar longe de suas áreas geográficas de visitação.  Esse mesmo grupo também está prestes a questionar os balanços contábeis da Feira “até então sem nenhum controle do Fisco.


A Revista Conexão Paraná está levantando todas as informações para uma ampla reportagem em próximas edições, uma vez que nesta que circula agora e maio, não houve possibilidade de fechamentos conclusivos sobre a pauta. O que se sabe é que há muito dinheiro envolvido nas Exposições e que, por ocupar uma concessão municipal, os organizadores deveriam deixar de pensar que estão acima da lei  pelo poder econômico que cada possui no contexto maringaense.

As projeções financeiras são faraônicas. Concessão do parque de diversões, a alta lucratividade nos shows, o custo para entrar no recinto, o valor do ingresso para assistir aos shows e rodeios,  concessão do estacionamento, 1.300 expositores cada um pagando o valor venal do espaço ocupado e custo de ocupação de solo de pelo 6 mil animais, permitem projeções variadas no faturamento da Expoingá.


 

 






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