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Publicado em 10/08/2017 às 14:35h - Atualizado em 10/08/2017 às 14:35h Por: Redação

Financiamento de automóveis: 4 dicas para fugir de armadilhas


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Muitos brasileiros sonham em ter um carro. As horas exaustivas dentro do transporte público e a superlotação do mesmo afloram esse desejo, não é mesmo? Porém, é necessário planejamento para a aquisição do bem, além de entender que as despesas mensais terão aumento significativo com a inclusão de gastos com combustível e estacionamento. Isso sem falar quando o carro é adquirido por meio de financiamento.

Os fatos mencionados não servem para desencorajar o consumidor de adquirir o bem, e sim para que ele tenha planejamento financeiro para não entrar em uma furada, em especial, no tipo de financiamento que será escolhido para a compra.

Para explicar ao consumidor as etapas para financiar um automóvel, os juros do empréstimo e demais peculiaridades da contratação de crédito ofertado por montadores e concessionárias, a Proteste – Associação de Consumidores buscou dados junto a quatro montadoras de carros e oito bancos.

 

Foi identificado variação nos custos da contratação de crédito em um mesmo modelo de automóvel. O valor foi superior a R$ 4.500 ao final do contrato. “Para descobrir, de fato, o valor que vai pagar, não basta conferir os juros e as parcelas, o consumidor precisa ficar atento ao Custo Efetivo Total (CET) do financiamento, que mostra as taxas inclusas, além dos juros, como Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tarifa de cadastro e seguros. Os bancos e as lojas não costumam divulgar esses custos, mas o consumidor deve exigi-los”, explicou a associação.

Para ajudar quem está prestes a comprar um automóvel, a Associação listou quatro dicas para não ter dor de cabeça após ter o contrato assinado:

Dê dinheiro de entrada

Quanto maior for o valor da entrada para aquisição do bem melhor. Ao ter uma entrada substanciosa, o consumidor tem maior poder de barganha com o vendedor e a concessionária. Um das dicas da Proteste para ter bons descontos na hora da compra é contratar o crédito no banco de sua confiança e quanto tiver o dinheiro em mão, pagar o carro à vista na concessionária .

“taxa zero” = desconfiança

Muitas montadoras atraem o consumidor com promoções de “taxa zero”, afirmando que o consumidor terá isenção de taxas na contratação do crédito. Entretanto, segundo a Proteste essa promoção não existe, uma vez que existem custos em transações financeiras. Nesses casos a orientação é prestar muita atenção nas letras miúdas dos contratos para evitar dor de cabeça posterior.

“Para acabar logo com a dúvida, pergunte ao vendedor qual seria o desconto obtido no pagamento à vista na compra desse carro que poderia ser financiado com taxa zero”, orientou a entidade de defesa do consumidor.

Foi explicado ainda que o juros pode até ser isento em determinados contratos, mas os custos com o CET não. Logo, as taxas devem estar inclusas no valor do automóvel e do crédito a ser contrato, sendo de extrema importância ao consumidor ler todas as cláusulas do contrato.

Outro ponto de atenção é que para participar de promoções como esta, as empresas exigem que o consumidor pague à vista 60% do valor do automóvel, com prestações menores, de até 24 meses.

Pesquise o CET

Em sua pesquisa com bancos e montadores, a Proteste encontrou variação significa no Custo Efetivo Total (CET) e segundo a entidade, saber esse valor ajudará a entender em qual local é mais vantajoso fazer a compra.

“Ao financiar, em 24 vezes, 60% de um Ford Ka SE 1.0 em uma concessionária da montadora, em Campinho (bairro do Rio de Janeiro), o CET é de 17,57% ao ano. Já na Tijuca, sobe para 29,81% ao ano. Isso significa uma parcela de R$ 1.178 no primeiro caso e de R$ 1.297, no segundo.

E se ainda escolher a alternativa mais cara para esse perfil, que é no Bradesco, com CET de 37,79%, as parcelas vão chegar a R$ 1.372,26.

Assim, ao final do financiamento, você terá pago a mais R$ 4.662,24”.

Custos extras

Como já afirmado, ao contratar um financiamento de automóvel o consumidor deve ter em mente o quanto isso comprometerá a sua renda, já que é um “relacionamento” de longo prazo. Isso porque há outros custos envolvidos na manutenção de um carro. Além da prestação, leve em conta, por exemplo, o Imposto sobre Veículos Automotores ( IPVA ), seguro, combustível e eventuais consertos como as revisões previstas no manual do carro e que são obrigatórias para validade da garantia.

Fonte: Brasil Econômico

 








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