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Publicado em 10/02/2018 às 11:23h - Atualizado em 10/02/2018 às 11:33h Por: Editores

Cultura 2018: Os planos de voos e os desvios nas (eventuais) rotas de colisão


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*Joel Cardoso
(Texto original enviado para publicação sexta-feira,
dia 9 página D-4, caderno Cultura de  O Diário)

Embora a temporada cultural somente ganhe formas a partir de março, após o carnaval, já existem movimentações de reinício da temporada entre duas das principais entidades e instituições que atuam no setor. A Academia de Letras de Maringá, que fará 21 anos de fundação em 2018 e a União dos Profissionais das Artes, Jornalismo e Literatura- Unijore- que em outubro completará 4 anos de atividades.

A Academia de Letras realizou sua primeira reunião de 2018, agora com a presidência da contista e dramaturga Majô Baptistone. Foi neste domingo, (4) no espaço cedido por um hotel da cidade. Majô sucedeu a gestão da professora Jeannete De Cnop, que marcou sua administração com um alto grau de interatividade envolvendo outros segmentos culturais, órgãos públicos e inovações gestoras internas de grande importância.

Já a União dos Profissionais das Artes, Jornalismo e Literatura- Unijore- programou para o dia 19 de fevereiro o reinício de atividades. Será uma reunião de diretoria extensiva aos demais sócios onde será votado o endereço pontual  para suas reuniões administrativas, enquanto a Prefeitura de Maringá não consegue concluir a promessa pré-eleitoral em destinar um espaço cultural, inicialmente sugerido pela Unijore na ocupação do antigo Cine Plaza transformado no Museu da Imprensa e da Literatura.

Ambas possuem metas definidas para 2018. Algumas fazem parte do calendário oficial de cada uma, outras surgindo como inovações e, embora com regras nos estatutos diferenciados, alguns projetos possuem alguma similaridade. Um deles por exemplo, é ampliar o espaço de divulgação e interação das atividades para a população maringaense. Abrir mais um núcleo de acesso entre os clubes da leitura já existentes e popularizar as produções artísticas, poéticas ou jornalísticas pelas plataformas de divulgação existentes, estão entre novos projetos das duas entidades.

Também há um indisfarçável desconforto entre alguns militantes culturais  com uma suposta dependência de gestão na ocupação de seus endereços provisórios.  Enquanto na maioria das cidades brasileiras, até de menor porte que Maringá, agremiações culturais possuem endereços fixos cedidos pelo poder público, em Maringá uma ocupa as dependências de um hotel pagando uma taxa simbólica de ocupação e de alimentação e outra terá um pequeno espaço fixo na redação de uma revista a partir de 2018.

Bem diferente de uma importante agremiação cultural, o Instituto Cultural Ingá, sem fins lucrativos,  que foi premiada com completas e confortáveis instalações independentes oferecidas pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá. Ou o poderoso SESC, que mantém algumas discretas e ações culturais pontuadas em datas específicas, geralmente com “pacotes” já formatados da sede de Curitiba ou de outras unidades brasileiras. Nas ações locais, sempre contando com parcerias de agremiações da cidade.

Paralelamente, a Prefeitura de Maringá, através de suas secretarias com afinidade na área cultural procuram promover ou apoiar espetáculos ou ações, algumas com padrões qualitativos  questionáveis.  Ou desperdiçar talento como está acontecendo na ação conjunta para mostrar a história da cidade, uma em pleno andamento no Teatro Calil Haddad outra, itinerante, através da iniciativa do blogueiro Ângelo Rigon.  Mas, acreditem: existem soluções. Bastam boa vontade e seguir os bons exemplos.

 






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