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Publicado em 07/07/2018 às 10:23h - Atualizado em 07/07/2018 às 10:36h Por: Editores

Dia do Cooperativismo, mas poucas praticam os 7 princípios do sistema


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*Redação



Dificilmente um cidadão economicamente ativo não está incluso em um sistema cooperativo, seja ele no setor de crédito, agropecuário, saúde, serviços, etc. No entanto, por desconhecimento, falta de tempo ou comodismo mesmo, não são todos os cooperados que observam, fiscalizam, participam de todas as ações que regem o sistema cooperativista brasileiro.

Alguns podem estar deixando de usufruir de seus direitos e benefícios por má vontade ou má gestão da própria cooperativa. Existem relatos de cooperados que nunca receberam um comunicado ou informação de assembleias, nunca participaram das sobras financeiras e nunca tiveram acesso as taxas de juros diferenciadas para seus eventuais financiamentos. Por isso, a RCP relembra os sete princípios que deveriam reger o cooperativismo.
 

Gestão democrática – Todos têm os mesmos poderes: Todos os associados têm igual direito de voto (um sócio = um voto). O poder de decisão não está vinculado à posse ou o tamanho de sua propriedade. Todos acompanham as políticas e a evolução da instituição, participando das decisões, por meio de reuniões periódicas, como as que acontecem de 4 a 12 deste mês em 43 municípios de regiões atendidas pela Cocamar.

Participação econômica dos membros – Todos são donos: Em uma cooperativa todos são associados, pois adquirem cotas para entrar na sociedade e têm direito a participar democraticamente de todas as decisões da instituição.

Autonomia e independência – Controle democrático: Acordos e parcerias podem ser firmados pelas cooperativas, desde que não afetem o controle democrático dos membros. Um caso especial é o das cooperativas de crédito que, como instituições financeiras, estão submetidas à fiscalização do Banco Central (o que não deixa de ser uma segurança para seus associados).

Educação, formação e informação – O crescimento de todos: Para contribuir com o desenvolvimento do modelo como um todo e com o seu próprio, as cooperativas promovem a educação e a formação de seus trabalhadores e associados, levando informação e capacitação. No caso desses últimos, são realizados inúmeros eventos técnicos ao longo do ano para a transferência de conhecimentos e tecnologias. Uma prática cujos benefícios sócio-econômicos vão muito além das instituições em si.

Intercooperação – Todos se ajudam: Além dos associados de uma mesma cooperativa se unirem e cooperarem uns com os outros, essa ajuda mútua também se estende para as relações entre as diversas cooperativas. Por meio de estruturas locais, regionais, nacionais e até internacionais, as cooperativas colaboram umas com as outras. A Cocamar realiza parcerias com outras cooperativas agropecuárias do Estado para a prestação de serviços nas áreas operacional e industrial.

6. Adesão voluntária e livre – Um modelo para todos: Qualquer produtor rural interessado em utilizar os serviços da cooperativa pode ingressar na mesma, desde que o faça de forma livre e espontânea e esteja disposto a aceitar as responsabilidades da sociedade.

7.Interesse pela comunidade –  : Sem fins lucrativos e formada por pessoas físicas, as cooperativas têm na comunidade seu objeto constituinte e seu principal objetivo. Dessa forma, trabalham para o desenvolvimento sustentável de suas comunidades, gerando benefícios sociais e econômicos não apenas para seus associados, mas para toda a sociedade.

 

SOBRE COOPERATIVAS DE CREDITO- Antes de fazer comparações entre os bancos e as cooperativas de crédito é preciso entender que é uma cooperativa de crédito, mas é possível adiantar, o que acabará ficando claro, que tomar dinheiro emprestado de uma Cooperativa é muito mais vantajoso do que obter crédito em um banco.

Por outro lado, deve-se adiantar que os riscos envolvidos na participação em uma Cooperativa de crédito são bem maiores que fazer operações com um banco. A diferença é que na Cooperativa de crédito você não é meramente um cliente, mas um associado, um cotista, que responde solidariamente em caso de quebra da mesma.

O que é uma cooperativa de crédito?

A Cooperativa de crédito é uma sociedade limitada sem fins lucrativos. Trata-se de uma espécie de ação solidária entre pessoas.

Os associados adquirem cotas da cooperativa e podem usufruir como clientes de seus produtos financeiros.

Por não ser uma associação com fins lucrativos, é fácil presumir que as taxas de juros cobradas sobre operações financeiras são bem mais baixas que a dos bancos.

Apesar disso, as cooperativas de crédito integram o Sistema Financeiro Nacional, o que significa dizer que está sujeita à fiscalização do Branco Central do Brasil. Seus balanços são auditados externamente.

Isso é, na verdade, uma vantagem, uma vez que as contas correntes dos associados são beneficiadas pela garantia automática de até R$ 250 mil em caso de quebra da instituição financeira, o risco do qual falamos no segundo parágrafo. Isso quer dizer que ainda que haja um risco envolvido, há uma proteção ao associado.

Um bom investimento

Nesse modelo, o cooperado, caso deseje deixar a cooperativa, recebe de volta o seu capital. Como não existe a expectativa de lucro, mas o capital da Cooperativa é remunerado com taxas de juros, havendo sobra operacional, essa sobra é capitalizada pelos associados proporcionalmente ao número de cotas que cada um possui.

Inclusive, apesar do caráter social, as Cooperativas financeiras podem ser um bom investimento, uma vez que os rendimentos costumam ser superiores aos produtos oferecidos nos bancos. Isso acontece, entre outras razões, porque a cooperativa goza de certas isenções tributárias, o que pode mudar caso seja aprovado pautas em tramitação no Banco Central do Brasil – BACEN. Ao contrário dos bancos, não está obrigada ao recolhimento de depósitos compulsórios, o que aumenta o potencial de taxa de retorno aos associados.

Em outras palavras, quem tem algum capital para investir deve considerar a possibilidade de se tornar um cooperado como um bom investimento financeiro de risco moderado para baixo, principalmente se o capital investido não for muito vultoso.

Nesse aspecto, é fundamental que seja feita uma análise de quem são os gestores da Cooperativa e como está a saude financeira dela, antes de qualquer investimento e/ou adesão.

Como encontrar e aderir a uma cooperativa?

A adesão a uma cooperativa é um processo bastante simples. O futuro cooperado preenche uma ficha, que é entregue assinada, acompanhada normalmente de documentos de identificação, comprovação de residência e outros solicitados conforme padrão de cada Cooperativa.

A proposta é encaminhada ao Conselho de Administração e caso aprovada,  as cotas são integralizadas ao capital da Cooperativa. Não se preocupe tanto com o valor. Normalmente, o investimento inicial é quase simbólico e pode ir aumentando ao longo do tempo.

As Cooperativas são, normalmente, corporativas. Por isso, participar de uma está condicionado à sua atividade. Há cooperativas de funcionários públicos, produtores rurais, pequenos empresários, etc. Também existe Cooperativas de livre admissão, onde a pessoa de qualquer segmento ou atividade profissional pode aderir.

Para melhor se informar, o interessado deve buscar as agências e postos de atendimento de entidades como Sicredi, Sicoob, Unicred, Cecred, Uniprime e Confesol. E agora, prefere manter seu dinheiro num banco ou numa cooperativa? Pense nisso e faça uma escolha analisando todos os prós e contras.






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