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Publicado em 04/10/2017 às 14:35h - Atualizado em 04/10/2017 às 14:35h Por: Redação

Empresa aérea indenizará passageira proibida de pegar remédios na mala


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Por atrasar um voo de Nova York para o Rio de Janeiro em um dia e não permitir que uma passageira pegasse os remédios de sua mãe que estavam em uma mala já despachada, uma companhia aérea terá que pagar R$ 6 mil de danos morais, decidiu a 26ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça fluminense.

Minutos antes de embarcar em Nova York, a autora e seus pais foram informados de que o voo atrasaria em 45 minutos. Já dentro do avião, eles souberam que deveriam trocar de aeronave, por um problema em uma das turbinas.

Por décadas, fomos o país do futuro, das crianças e dos jovens. Como no hino nacional, permanecemos deitados (quase) eternamente em berço esplêndido. A Previdência Social, por sinal, foi criada com base no trabalho registrado em carteira. O empregado de hoje, ao contribuir para a Previdência, teoricamente deveria bancar o pagamento dos já aposentados. No futuro, quem estivesse na ativa faria isto por ele, e assim sucessivamente.

A proporção de trabalhadores na ativa para aposentados, no entanto, vem caindo acentuadamente, em parte pela mudança da pirâmide etária, mas também pelas novas formas de trabalho, sem registro em carteira e por períodos mais curtos.

Mesmo quando a natalidade começou a cair e a longevidade a aumentar, não ocorreu uma mudança drástica no modelo previdenciário, embora já houvesse advertências sobre um futuro fim do 'bônus demográfico', ou seja, quando houvesse mais pessoas aposentadas do que trabalhando.

Praticamente nada foi feito, e hoje Executivo e Legislativo não se entendem sobre o que fazer para evitar a falência da Previdência.

Na saúde não é diferente. Tanto no SUS (Sistema Único de Saúde), público, quanto nas operadoras privadas, pouco ou quase nada foi providenciado para solucionar uma difícil equação: idosos gastam várias vezes mais do que jovens com consultas, exames e cirurgias, justamente quando têm renda bem menor.

Todas as medidas propostas para reduzir o deficit previdenciário e a situação da medicina pública e privada vão custar caro para os brasileiros de todas as idades. Implicam perda de direitos e mais despesas.

Ninguém se engane, contudo. Se não forem adotadas hoje, entrarão em vigor no futuro, com maior impacto, porque os prejuízos terão se aprofundado. Pagamos caro, portanto, pela falta de planejamento, de ação, de vontade política e de administração.

Só me referi à incapacidade gerencial, mas também há, obviamente, os malfeitos que povoam as manchetes do noticiário. Deixamos o dinheiro escoar pelo ralo e fingimos que nunca teríamos de pagar pelos desatinos dos políticos que elegemos.

O que fazer agora? Programas de medicina preventiva, ações para pacientes crônicos e reformulação urgente da Previdência, sem privilégios para determinadas corporações. Será necessário, também, obter recursos de alguma área nova, talvez legalizando o jogo, por exemplo, que continua firme na ilegalidade, isento de impostos e de contribuição previdenciária.

Se continuar essa inércia, os idosos se tornarão consumidores e cidadãos de segunda classe ou à margem do mercado de consumo, depois de terem trabalhado e contribuído com o país ao longo da vida.

Fonte: Folha Online 






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